Entregador de panfletos

quarta-feira, 19 set. 2018 11:59

Pela manhã, ao caminho do trabalho, tem sempre uma pessoa entregando um panfleto na entrada da estação do metrô em Santana, São Paulo. Quando notei que a rotina se repetia e quase sempre não pegava o papel, porque o serviço oferecido não me interessava, lembrei que nos meus 20 anos de idade era eu quem entregava panfletos de uma empresa. Lembrei o quanto era sofrido àquele trabalho, não pela atividade em si, mas por ninguém querer pegar o bendito do papel. Eu tinha uma caixa cheia por dia. Sem querer problematizar a melhor forma de marketing, o que eu queria, na época, era apenas entregar os panfletos e ir embora. Hoje, vendo diariamente a mesma cena, depois de tentar me desviar do entregador, o que eu faço é apenas pegar o panfleto. Dou uma olhada rápida, realmente não me interessa, deixo na primeira lixeira. Por algum motivo, a pessoa precisa daquele trabalho. E eu sei que a meta é entregar tudo por dia.

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Miopia

sexta-feira, 4 jan. 2013 02:46

Uso óculos de correção. Miopia.
Sem eles, enxergo tudo desfocado. Embaçado.
Tem momentos… Tanta informação!
Ponho meus óculos escuros. Isso me faz bem.

A árvore da vida

segunda-feira, 26 set. 2011 11:25

Depois da sessão, a reflexão que se chega, talvez seja uma não reflexão total. Há muitos elementos que são pontuados durante o filme que poderá render muita discussão. Inicialmente quando saí da sessão me senti como naqueles vernissages aonde você é posto ao primeiro contato com a obra, dali poderá sentir uma série de emoções e certamente, poderá voltar para obter outras novas informações. A Árvore da Vida conduz a uma viagem mental e perturbadora de um menino já crescido, que durante toda a sua vida, vive numa imersão confusa entre o que ele deseja ser e o que lhe foi imposto pela criação severa do pai. A música sacra, clássica, a presença dos espelhos durante toda a projeção, do alto, de baixo, a luz intensa, a dimensão espiritual, altamente religiosa, o céu, a terra, ou seja, uma enxurrada dicotômica deixando-me curioso por entender e ao mesmo tempo sentir cada imagem, cada fotografia, cada situação mostrada durante o filme. Emoção, razão, sagrado, profano, escondido, descoberta, alegria, tristeza, ganho, perda, início, fim, vida, morte…

Comer rezar amar

domingo, 28 ago. 2011 03:35

Tem filmes que ao serem lançados na grande mídia, por algum motivo, você acaba não assistindo de imediato. Ontem a noite, reservei um filme e me identifiquei com a mensagem. Logo depois do jantar feito pela minha mãe e de um delicioso suco de maracujá que o meu pai tinha feito, peguei umas castanhas e fui conferir a adaptação para o cinema do livro Comer, Rezar e Amar.

Sozinho, no escurinho do meu quarto fui assistindo o filme. Cada mensagem, cada passagem do texto ia me cativando e me falando algo que me convencia e se mostrava coerente. No decorrer do filme pausei, preparei pipocas, voltei a assistir.  A descoberta de Liz era gradativamente absorvida por mim, seus medos, suas escolhas, seus desejos, suas frustrações, bem como, a iniciativa em se autoconhecer e de se perdoar. Pausei novamente, preparei um chá de maçã com laranja. Peguei alguns tabletes de barra de chocolate e continuei a assistir. Precisei fazer essas pausas até para refletir um pouco sobre a mensagem do texto – até o momento não li o livro. Fiz algumas pausas para anotar algumas palavras do filme, recortei algumas citações das falas dos personagens. Enfim, fui cativado.

De palavras gostaria de destacar algumas que Liz aprendeu nas viagens para Itália e Bali: Dolce far niente, Attraversiano,  Antevasins, Tutti. Qual é a sua palavra? Qual é a palavra que me define? Qual é a palavra que te define? Qual é a palavra que te impulsiona a viver? Vale pensar!

Das falas, muitas são precisas e nos torna à reflexão, mas, tem duas que gostaria de citar. A primeira aconteceu na Índia, logo após a conversa do Richard com Liz. Eles estavam vindo do casamento de Tulsi e Rijul. Richard chama Liz e, na varanda, desabafa sobre o ato de perdoar a si próprio. Logo após que Richard compartilha a sua dor, deixa Liz sozinha e ela tem uma visão e consegue mentalizar o perdão a si mesma, por ter pedido o divórcio e por se sentir culpada em não corresponder ao amor de Stephen.

Segue a citação da conversa que ela tem com o ex-marido durante a visão:

Liz: Eu o amei, Stephen.

Stephen: Eu sei.

Stephen: Mais ainda a amo.

Liz: Então, ame-me.

Stephen: Mas sinto a sua falta.

Liz: Então, sinta a minha falta.

Liz: Envie-me amor e luz sempre que pensar em mim e pronto.

Liz: Não vai durar para sempre. Nada dura.

A segunda citação é logo na despedida de Liz a Ketut, ele diz:

“Liz ouça Ketut: Às vezes, perder o equilíbrio por amor faz parte de viver a vida em equilíbrio”.

As cenas são lindas e basta estar sensível as mensagens para deixar a emoção fluir.

Sentir-se amado e doar amor é algo que muitos de nós buscamos e desejamos. Nos relacionamentos afetivos há uma série de sentimentos que precisam ser curados para que possamos doar esse amor com tranquilidade, sem medo, sem culpa e sem desconfiança.  Acreditando, assim, que essa doação faz parte de nós, seremos capazes de doar um belo sorriso todos os dias, vindo naturalmente dos lábios, da mente e até do fígado!

 

Você Pode

domingo, 21 ago. 2011 22:27

Esse texto foi escrito por Ademir Correa, para a Revista Simples, n. 29. Edição de aniversário.

OBS.: as palavras entre colchetes foram acrescentadas ao texto por mim.

Pegue e faça

Auto-ajuda, se necessário.

Você pode mudar o mundo a sua volta.

Você pode mudar seu mundinho interior

Você pode ousar

Você pode USAr

[Você pode seguir normas]

Você pode quebrar barreiras

Você pode quebrar barraco

Você pode ser politicamente consciente

Você pode ser politicamente alienado

Você pode cair da janela

Você pode cair do Windows

Você pode ler 15 livros (na média de três anos anuais)-

[Você pode classificar 30 ou mais…]

Você pode ler 15 bulas

Você pode fazer diferente

Você pode fazer diferença nenhuma

Você pode virar notícia

Você pode comprar conteúdo

Você pode fazer história

Ou ficar contando a história dos outros

Tudo isso em cinco [ou mais anos].

He Won’t Go*

quarta-feira, 17 ago. 2011 09:42

Mas eu não vou embora

Não posso fazer isso sozinho

Tenho medo

Estou disposto a correr o risco?

Eu não vou me perdoar se eu desistir agora.

Se isto não for amor, então o que é?

* Texto escrito com base na livre tradução da música He Won’t Go – Adele

Lembrança de um tempo bom

terça-feira, 9 ago. 2011 23:31

Das idas e vindas.

Do dia-a-dia.

Encontramo-nos novamente.

Encontro marcado,

Previamente combinado.

O sushi é o nosso elo.

A nossa combinação:

Para o novo e

Para o sofisticado.

Quero te encontrar.

Desejo te ver.

Tudo pode ser tão simples…

Tudo parece ficar tão simples…

Vai-se a dor.

Fica a lembrança:

De noites quentes,

De dias animados,

De momentos vividos.

Guardados na memória.

Guardados no coração.

Para Li

quarta-feira, 20 jul. 2011 22:54

Quero aproveitar a data pra dizer que sua amizade é acolhedora, criativa, construtiva, apoiadora e com muito afeto!

Muito obrigado por estar ao meu lado nas mais diversas horas!

Aprendemos durante esses anos a perceber o estado um do outro.

Aprendemos a identificar quando não estamos bem.

Aprendemos a silenciar quando foi preciso.

Aprendemos e continuamos aprendendo a lidar um com o outro com muito carinho.

Nossa amizade tem sido um porto seguro pra mim!

Muito obrigado por cada momento mágico vivido.

Com você aprendi a frequentar lugares interessantes, a comer sushi, a experimentar-me diante das câmeras, a perceber que posso ser uma pessoa melhor.

Desejo que você realize todos os seus sonhos e que durante a sua caminhada encontre bons amigos para ajudá-la a viabilizar os seus projetos!

Conte sempre comigo!

Li, muito obrigado por sua amizade e parceria.

Feliz dia do Amigo!!!

Feliz aniversário, Jopa!

quarta-feira, 20 jul. 2011 00:46

E, no dia 15 de julho, eu completei uma nova idade!

Cheio de amor, de boas e novas expectativas, de possibilidades e de sonhos a serem vividos e conquistados!

O interessante de aniversariar, talvez, seja a passagem para um novo ciclo.

Ai, ai, ai, estou ficando velho…rsrsr, mas, a mente se encontra tão jovem! Sinto-me bem!

Sinto-me feliz com o que consegui até o momento.

Bons amigos, bons parceiros de trabalho, bons colegas de profissão e

Uma família que amo, independente, de qualquer coisa.

Sinto-me motivado a planejar e a conseguir ainda mais!

Eu estou sorrindo Eu estou chorando

Eu estou dançando Eu estou correndo

Eu estou andando Eu estou parando

Eu estou ouvindo Eu estou falando

Eu estou amando Eu estou vivendo

Há algo de bom no ar e estou querendo seguir esse vento bom!

Às vezes, bate um medo, uma ansiedade, uma insegurança.

Às vezes parece ser tão frio, e às vezes parece ser um verão tão intenso!

Quero ver mais primaveras! E quem sabe, outonos!

Tudo gira e acontece de acordo com o tempo e o momento certo.

Então, que venham as belas estações do ano!

E que nelas eu possa encontrar a minha alegria!

Feliz aniversário, Jopa!

Relembrança

domingo, 10 jul. 2011 00:59

Nossa memória guarda diversas histórias e experiências, fatos que nos trazem nostalgia e saudade. Ao longo do tempo as lembranças ficam guardadas e ao tirá-las de algum baú das recordações, nem sempre vem exatas, super coerente, pois até um retrato se torna um recorte de uma realidade em que vivemos e não necessariamente, exato. Essas recordações comumente vem atrelada de referências atuais do nosso cotidiano e do nosso imaginário.

Dificilmente conseguimos retratar as nossas lembranças, exatamente como elas aconteceram. Divagamos um pouco e colocamos outros elementos nas lacunas que vão aparecendo. Isso pode acontecer com frequência em relação a alguns detalhes e talvez nem tanto com o contexto em que ocorreu o fato.

As lembranças ajudam a nos relacionar com o nosso passado, uma vez que através delas, podemos nos conectar com o presente.

Reconhecido isso, nos ajuda também a reconhecer que somos seres históricos e que participamos efetivamente de uma história (e/ou de muitas outras).